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11/06/2018
Colírio com nanopartículas poderá abandonar uso de óculos e lentes
Estudos científicos desenvolveram um colírio que promete substituir o uso de óculos e lentes, trazendo praticidade e inovações.
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Acordar todos os dias pela manhã e ter que recorrer ao uso de óculos ou de lentes de contato pode ser algo muito desagradável. Para alguns, encontrar uma armação que combine com o visual é um desafio. Já quando o uso é indispensável, uma outra alternativa são as lentes de contato, embora também possam causar incômodos e irritações para algumas pessoas.

Mas se você procura por uma terceira opção, algo inovador está por vir, que promete corrigir a visão e substituir a dependência de óculos. Agora, a nova aposta dos cientistas é a aplicação de nanopartículas como um colírio. O estudo é desenvolvido por um grupo de pesquisadores israelenses do Centro Médico Shaare Zedek e da Universidade Bar-Ilan, em Jerusalém.

O colírio já conseguiu apresentar avanços em relação à miopia e a outros tratamentos oftalmológicos e optométricos, como os de pacientes com hipermetropia. De acordo como os pesquisadores, há também a possibilidade de corrigir problemas multifocais para que as pessoas possam ver objetos a distâncias diferentes. Porém, o protótipo ainda segue em fase de testes. Até então, o colírio apresentou maior eficiência quando colocado em contato com córneas de porcos. A previsão para realização dos experimentos finais e em humanos é até o término deste ano.

 Como é o procedimento?

 Mesmo sem estar pronto, os estudiosos pensam na maneira de manuseio e obtenção do produto. No início do processo, o oftalmologista iria medir a refração referente a cada olho, através de um laser criaria reentrâncias na superfície da córnea, ou seja, preenchendo curvas da região interna, de acordo com a necessidade de correção de grau de cada pessoa.

A aplicação do colírio poderia ser feita em casa, sem problema algum. Além disso, os pacientes teriam a opção de medir, por meio de um smartphone ou de um aplicativo, a refração dos olhos. Assim, seriam produzidos dados sobre a quantidade de ajustes necessários para correção de grau. Um laboratório seria responsável por criar um padrão de laser na região ocular para que determinasse o tratamento com o colírio.

Esse tratamento poderia ser menos invasivo que uma cirurgia convencional, pois só iria interferir na parte exterior do olho, não exigindo uma recuperação de um procedimento complexo. Entretanto, há a desvantagem de que, devido à criação de reentrâncias somente superficiais na córnea, o organismo reagiria a esta “agressão” regenerando-se com certa rapidez, fazendo a visão voltar a ter os problemas iniciais no prazo de um ou dois meses.

Ainda assim, o colírio seria uma excelente opção para dar maior praticidade aos pacientes que não querem realizar manutenção diária, no caso das lentes de contato. Dessa forma, muitas pessoas teriam interesse no uso deste novo método, apesar das visitas  periódicas ao oftalmologista. A expectativa é que essa técnica seja aprimorada ao decorrer dos testes, por isso os cientistas seguem desenvolvendo formas para que o colírio evolua e possa se tornar viável financeiramente para ser comercializado dentro de 2 anos.

E você, gostaria de deixar de lado os acessórios tradicionais para aderir ao uso de colírio com nanopartículas? Vamos aguardar por novidades.


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